Um Marco Histórico
Um Marco Histórico Para o Quilombo Dona Bilina do Rio da Prata
RDP INFORME - Por Graciano Caseiro
No dia 20 de abril de 2017, uma importante página da história do Rio da Prata, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi escrita no Museu do Amanhã. A comunidade recebeu oficialmente a certificação como Comunidade Remanescente Quilombola Dona Bilina do Rio da Prata, um reconhecimento que fortalece a identidade, a memória e os direitos de seus descendentes.
A certificação foi entregue pelo então presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira, ao presidente eleito da associação quilombola, Diego Carreiro, filho da própria comunidade e representante de uma nova etapa na valorização da história local.
O momento contou com a presença da vice-presidente Caroline Rodrigues, que é bisneta da homenageada Dona Bilina, além de pessoas que contribuíram diretamente para todo o processo de reconhecimento.
Entre elas, a agricultora e advogada Rita de Cássia Carreiro M. Caseiro, diretora executiva da Agroprata na época; a professora Alice Franco, responsável por pesquisas e relevantes contribuições históricas; e Graciano Caseiro, idealizador da tradicional Festa do Caqui, importante iniciativa de valorização da agricultura, da cultura e do turismo rural na região.
A conquista representa o reconhecimento da ancestralidade, da resistência e da preservação do patrimônio cultural do povo quilombola da Serra do Rio da Prata, reafirmando a importância de manter vivas as tradições, os costumes e a história das famílias que ajudaram a construir a identidade da região.
Os envolvidos também registraram um agradecimento especial ao Instituto Panela de Barro – Instituto Étnico Cultural e Ambiental, parceiro que apoiou o processo de valorização cultural e fortalecimento da comunidade.
Parabéns aos remanescentes quilombolas da Serra do Rio da Prata! Que este reconhecimento continue inspirando as futuras gerações a preservar sua história, sua cultura e seu legado.
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